Quinta-feira, 1 de Março de 2007

Ter rosto ou não ter? Eis a questão!

Colegas e amigos:

Transcrevo alguns excertos que deixei expressos no fórum enfermagem, no tópico «Petições - A Luta vai começar», no que respeita ao facto de serem questionados os rostos do movimento. Queremos vincar que o movimento tem mais de 30 rostos. Naturalmente, é impossível reunir esses mais de 30 rostos, dada a extensão geográfica que nos separa uns dos outros. Por conseguinte, existe um grupo coordenador do movimento. Todavia, e como vivemos numa democracia, qualquer um pode integrar esse grupo mais restrito. Basta perguntar onde estamos. Evidentemente, a partir do momento em que assume esse estatuto, terá de desempenhar com eficiência o papel que lhe cabe.

Eis os excertos:

 «Quanto aos rostos, discutimos diversas vezes essa questão. Já fiz saber ao «núcleo duro» (que não é mais do que o grupo de coordenação) que dou a cara. Os restantes colegas também o fazem, senão não teriam sido aqueles que se manifestaram imediatamente. Não dão os nomes, porém, têm razões plausíveis e fortes para o fazerem. Não se esqueçam que os enfermeiros são os piores inimigos dos enfermeiros. E, quem nos garante, que as pessoas que exigem nomes, não são esses inimigos? De momento, perdoem-nos, mas, se nem na Bastonária confiamos, é mais difícil confiar noutras pessoas. Assim como vós precisais de nos ver, nós também precisamos de vos ver. Aliás, eliminámos o contacto de uma pessoa que se auto-denominava com um nickname e que tinha um endereço electrónico que nada dizia.

Nós não nos escondemos. Basta que nos enviem um e-mail a perguntar onde estamos. Quem nos quiser conhecer, 6ª feira, às 14h30, estaremos na sede do SE, no Porto. Quem nos  quiser ajudar e, inclusivamente, fazer parte da coordenação será claramente bem-vindo. A partir do momento que o faça, terá de assumir as rédeas e não participar apenas quando lhe convém. De gente bem intencionada, só para algumas ocasiões, já está o mundo cheio!

Beijos

Laura Santos. 

publicado por enfermeirosunidos às 02:01
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6 comentários:
De joão mendes a 3 de Março de 2007 às 11:12
Acho que não devem dar nomes, nem se justificar porque não o fazem. Por experiência própria sei o que representa isso. Não há dúvido que os enfermeiros são os piores inimigos dos enfermeiros.
Os enfermeiros sabem-no bem. Aprenderam na escola a bajular...porque se assim não fosse reprovavam! Alguns docentes de ontem criaram as condições que nós temos hoje!!!Como confiar se nas escolas ainda se cultiva essa filosofia?!


De Laura a 3 de Março de 2007 às 20:52
Aí está João! Disseste tudo! Há quem queira fazer sobrepor os interesses de uma minoria sobre os interesses da maioria. Depois, vêm ameaçar-nos, acusar-nos disto ou daquilo, para ver se nos afligem. E até já nos exigem pedidos de desculpas. Esta é hilariante! Não somos nós que devemos esse pedido de desculpas. Foi quem nos trilhou este caminho.
Só que o feitiço há-de se virar contra o feiticeiro. Não é preciso ser-se mt inteligente para ver que os efeitos negativos das acções de uma minoria sobre a maioria, acabarão por pôr essa maioria contra a minoria. É o que já se está a passar. E podem vir com as ameaças que quiserem. Se for preciso formarmos grupos na clandestinidade, assim o faremos, ou então chamaremos o Bin Laden, o qual ficará certamente do nosso lado.
Continuaremos a marchar... Não percam o próximo episódio, porque nós também não!
Beijos


De Enfermagem Portuguesa a 4 de Março de 2007 às 21:09
Boa noite
Lamentamos a vossa impossibilidade de estar presente na nossa 1ª Conferência. O que facilmente compreendemos dado serem do Porto e a distância ainda obrigar a alguma disponibilidade em tempo e dinheiro, o que como se sabe não é fácil para as enfermeiras nos dias que hoje correm.
No entanto teria sido muito bom terem estado presentes pois poderiam ter tido a possibilidade de ter confrontado pessoalmente a Senhora Bastonária sobre os problemas da "Enfermagem Portuguesa" discutidos na sala, dado que esteve presente no nosso evento. Perderam uma oportunidade de ouro de poderem confrontar "cara a cara" em diversos temas, de entre os quais, o desemprego dos jovens recém-formados.
Dia 31 estaremos lá de novo a discutir Educação/Formação e o "Processo de Bolonha".
Saudações

Enfermagem Portuguesa


De Luís Agostinho a 7 de Março de 2007 às 12:07
A Enfermagem em Portugal foi uma profissão que evoluiu bastante nos últimos anos, conquistando um espaço próprio na área da Saúde, com reconhecido mérito, situação esta que lhe trouxe algum poder e voz activa nas políticas de Saúde. Em pouco tempo, a Enfermagem passou de um curso sem qualquer grau académico, para um bacharelato, depois uma licenciatura, havendo também mestrados e doutoramentos na área, tudo com uma procura cada vez maior por parte dos alunos. A profissão viu também o desenvolvimento de uma carreira específica, fruto da “luta” dos seus profissionais e sindicatos, atingiu o topo da autonomia ao ver criada a Ordem dos Enfermeiros.
A Enfermagem em Portugal foi assim vista como um profissão com futuro, com um papel importante e cada vez maior na saúde de todos.
Mas nem tudo corre às mil maravilhas, este espaço que a Enfermagem conquistou corre o sério risco de desaparecer, tendo em conta a série de acontecimentos dos últimos tempos, atrevo-me mesmo a dizer que grande parte do que fomos conquistando, terá os dias contados…
São vários os sinais que me levam a reflectir sobre isto… E o principal parece ser um que nunca pensamos ver acontecer em tempos tão próximos, ou seja, ver enfermeiros no desemprego. Quando ainda estamos relativamente longe da média europeia, relativamente ao rácio de enfermeiros por habitante, como pode ser possível uma situação destas?
Para começar, estamos a formar muitos profissionais sem a devida atenção ao futuro. Na última década, a saída de profissionais das escolas aumentou exponencialmente. A este ritmo atingiríamos em pouco tempo o rácio europeu, então e depois? Fechávamos algumas escolas? Criávamos mais locais de trabalho? Exportávamos profissionais? No entanto, chegamos a uma situação similar, mesmo antes de atingirmos os números europeus! Seis meses depois de terminarem o curso, há enfermeiros que ainda não conseguiram emprego e, para piorar a situação, temos contratados que correm o sério risco de vir para a rua porque as instituições não lhes podem renovar os contratos!
E como irão os serviços funcionar sem estes profissionais? O Governo não parece estar muito preocupado com isso, as administrações dos serviços de saúde também não…
E quem está preocupado com este eventual excesso de enfermeiros? Parece que só os estão sofrer as consequências.
Toda esta situação vai conduzir ao atrofiamento do espaço conquistado pela Enfermagem, pois dado o estado de desespero que começa a surgir nos profissionais relativamente ao desemprego, vamos ter profissionais a aceitarem praticamente todas as condições de trabalho, só para que possam ficar com um emprego, e todos aqueles que tentarem bater o pé, podem arrumar a farda e ir para casa! Isto já acontece no sector privado e no público também não haverá só um caso único…
E para ajudar, temos sindicatos (não serão só os nossos) que estão gastos, com as mesmas caras e argumentos de há anos, que não evoluem nos argumentos, que não conhecem outras formas de negociar senão as mesma de sempre… mais uma greve e outra e outra… As greves já não nos levam a lado nenhum, para além de adiar o trabalho de hoje para amanhã e trazer transtorno aos utentes e não ao Governo (que até poupa algum dinheiro). No entanto, para demonstrarmos alguma união, lá vamos aderindo significativamente às greves.
Depois temos a Ordem… que sendo a maior do país e com o maior património (se não é a maior, anda por perto), apesar de ser a mais recente, parece demonstrar alguma pacificidade relativamente a tudo isto. Preocupada, e muito bem, com a internacionalização da Enfermagem, parece esquecer-se de regular a nossa profissão a todos os níveis. Não deveria, por exemplo, impor (ou pelo menos bater o pé) numerus clausus nos cursos, de forma a travar o crescimento exponencial de recém-formados, com um devido planeamento das necessidades para o futuro próximo? Não deveria alertar o Governo mais insistentemente e com o apoio da referida internacionalização para um rácio mínimo de profissionais por serviço de saúde?
Não devia motivar os enfermeiros para uma participação mais activa na profissão e no futuro da mesma? Se o está a fazer, parece me que o está com pouco sucesso… o que vamos vendo é as quotas para pagar, jornadas com valores de inscrição altos ...


De Luís Agostinho a 7 de Março de 2007 às 12:09
Não devia motivar os enfermeiros para uma participação mais activa na profissão e no futuro da mesma? Se o está a fazer, parece me que o está com pouco sucesso… o que vamos vendo é as quotas para pagar, jornadas com valores de inscrição altos (sei que a qualidade tem de ser paga, mas com um valor de inscrição bem mais simbólico será que não se iria obter uma maior participação dos enfermeiros? Alguns pelo menos agradeciam!) e reuniões, muitas reuniões… então e mais medidas, e resultados?
A Ordem e os sindicatos já não nos cativam, já poucos enfermeiros se interessam em participar nas suas acções, parece então que estamos todos desmotivados e desiludidos…e parece que já ninguém nos dá valor!
Do Governo e administrações (que dependem do primeiro) também não dá para esperar facilidades, para além de ainda não perceberem que há cortes nas despesas de hoje que se vão pagar caro no futuro… e temos ainda uma gestão e despesas que não permitem grandes manobras, ou melhor, que permitem más manobras, conduzindo a uma má eficiência e eficácia dos recursos.
Então, se mais nada nos ajuda, teremos de ser nós próprios a motivarmo-nos e dar o alerta – estamos aqui e estamos preocupados, queremos fazer algo melhor!
Devemos assim, todos sem excepção, ser parceiros das boas políticas de saúde, sugerindo melhorias, criticando de forma construtiva e argumentando devidamente e na altura certa, em vez de nos colocarmos no lado oposto da barricada, vendo todos os outros como inimigos e todas as acções tomadas só da nossa perspectiva. E mais do que tudo, temos de ser unidos, remarmos todos no mesmo sentido, sem receio que alguém nos passe à frente, reconhecendo o mérito dos outros e dando lugar a quem consiga fazer melhor, caso contrário, não será um colega que nos passa à frente, iremos sim ficar todos para trás! Vamos dar vez ao altruísmo, vamos pensar no futuro!
E não vos maço mais... por agora!

Luís Agostinho
Enfermeiro Graduado
Mestrando em Gestão Pública
Vice-Presidente da ANEM
Associação Nacional dos Enfermeiros Motociclistas
www.anem.com.pt


De Mizé Guedes a 8 de Março de 2007 às 16:46
Caros colegas:

Embora não tenha disponibilidade para fazer parte da organização, vou estando a par de todas as notícias do movimento e faço questão de o divulgar.
Acho que, se cada um de nós divulgar o movimento e recolher assinaturas na escola (se estiverem em aulas) ou em campo de estágio (se for esse o caso) já é uma grande ajuda para o fazer crescer.

Cumprimentos e não se esqueçam que esta é a nossa causa... e ninguém vai lutar por ela em nossa vez.

Mizé Guedes


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