Terça-feira, 13 de Fevereiro de 2007

À Procura de Emprego

Caros colegas desempregados, ou à procura (com muitas dificuldades) de 1º emprego, ou estudantes de enfermagem, ou aqueles que, por solidariedade, se querem juntar a esta causa:


O texto é longo, mas peço-vos que o leiam com atenção, que reflictam sobre o assunto, que transmitam os vossos pontos de vista, que emitam as vossas sugestões; enfim, que dêem o vosso contributo, pois, para termos quaisquer resultados, temos de agir. A linguagem pode ser feroz e não ser do agrado de todos, mas esta é, simplesmente, a minha perspectiva.


Estou a finalizar um curso, no âmbito da nossa área, e todos os formadores ficam espantados por haver 5 desempregados num grupo de 20 pessoas. O coordenador do curso relatou-nos que tem ouvido rumores de que há colegas que estão a trabalhar em hospitais como auxiliares de acção médica, para tentarem, posteriormente, um lugar como enfermeiros. Também nos apontou o dedo, afirmando que sente inércia da nossa parte, por não contestarmos esta situação. É, por isso, que me sinto impelida a escrever-vos.


Para qualquer enfermeiro informado, é do conhecimento que o acesso ao emprego, na nossa área de formação, vem sendo vedado, por inúmeras razões. A escassez de profissionais teve como resposta a proliferação desmesurada do número de vagas nas escolas de enfermagem, bem como a criação deste curso em instituições de ensino privadas, além das já existentes. Esta resposta radical tem vindo a culminar, nos últimos anos, com o aumento do nº de enfermeiros desempregados, situação esta que, a continuar, terá repercussões gravíssimas na enfermagem, enquanto classe profissional, e na vida de todos aqueles que, por inépcia, dos nossos antecessores, verão os seus longos anos de estudo e de esforço cair em trampa mole, da qual não sairão.


Neste sentido, uma questão impõe-se: Há falta ou não de enfermeiros em Portugal? A nossa bastonária Maria Augusta de Sousa tem vindo insistentemente a afirmar que o número de enfermeiros em Portugal ainda está longe do rácio europeu. Através dos devaneios da sra. bastonária e da sua obsessão pelos rácios, considero que esta vive num planeta consideravelmente distinto do nosso. Mais, caros colegas, transmitem-nos, nas escolas de enfermagem, o orgulho de termos uma Ordem, já que isso representa o reconhecimento da Enfermagem como área autónoma com saber científico específico. Todavia, estava longe de imaginar que o dia 21 de Abril de 1998, tornar-se-ia o 11 de Setembro de 2001 para a enfermagem portuguesa. Até este fatídico dia de 1998, a enfermagem não possuía uma entidade reguladora da profissão. Desde 1934, o Sindicato dos Enfermeiros era a única entidade representativa da classe dos enfermeiros e que lutava pelos seus interesses. Não sou sócia de nenhum sindicato (também não iria estar a dar uma percentagem do meu ordenado, já que nem o recebo!), mas, vejam que as coisas começaram a descambar desde a criação da Ordem.


Em menos de 10 anos de existência, a Ordem dos Enfermeiros pode orgulhar-se de ter colocado em situações precárias e no desemprego milhares de enfermeiros. As políticas dos nossos governos são as causadoras da imundice em que caiu a nossa classe, porém, são-no, paralelamente com a inércia, a apatia, a indiferença, a falta de audácia, de quem deveria defender, sem medos, os nossos interesses. Temos uma Ordem que fala em rácios, emitindo a falsa imagem de que somos poucos, em vez de afirmar categoricamente que a oferta excede, em larguíssima escala, a procura. Temos uma Ordem que aceita, de bom grado, todos os insultos (directos ou indirectos) de outras Ordens profissionais aos enfermeiros. Temos uma Ordem que não está para se chatear com ninguém, pois todos os que fazem parte dos seus órgãos têm o seu tacho bem aquecidinho e os problemas com os quais as gerações mais novas se defrontam e defrontarão não lhes interessa minimamente, uma vez que, em nada, influem nas suas vidas. Obviamente não entendo que a Ordem deva ser abolida, mas entendo que temos o direito de ver nos cargos dirigentes gente capaz, competente, sensível aos problemas da classe, sem medo, com auto-confiança para enfrentar directamente aqueles que nos afrontam, na defesa acérrima dos nossos interesses e na luta pelos nossos privilégios (que já são quase inexistentes). Pois é, meus caros, com enfermeiros totós na liderança iremos sempre deixar-nos subjugar!


Para não pôr só as orelhas dos dirigentes da OE a arder, analisarei, agora, o curso de Licenciatura em Enfermagem no nosso país, na medida em que as desigualdades e injustiças, ao nível da formação, concorrem igualmente para o panorama actual. Todos sabemos que em cada capital de distrito existe, no mínimo, 1 escola superior pública de enfermagem, às quais se acresce um número quase incontável de instituições privadas que leccionam enfermagem e onde, em alguns casos, a qualidade de formação é dúbia. Não encetarei uma exposição públicas vs privadas, dado que acabamos por ser todos vítimas, uns mais outros menos, das medidas enfermeralistas, que se puseram, que se estão a pôr e que espero que se deixem de pôr em marcha. O que pretendo focar é a anarquia que reina ao nível do ensino da enfermagem. Desde a selecção dos professores (infelizmente, alguns não passam de mestres e doutores de meia-tigela; isto, sem falar de alguns serem licenciados, como qualquer um de nós, com pouquíssima ou nenhuma experiência profissional), passando pelas disparidades de cargas horárias e de médias finais de curso entre as diferentes escolas, pelos critérios arbitrários com que os alunos são avaliados… Além disso, durante os estágios, ainda, por vezes, deparamo-nos com tutores que, frustrados, lá fazem o favor às escolas de nos (des)orientar. Caríssimos colegas, mudanças no ensino da enfermagem, a ocorrerem, serão certamente muito poucas. Reparem: quantos professores conhecem/conheceram que não estão ligados à OE?; quantos professores vos dizem/disseram que não há emprego para os enfermeiros (é que muitos sofrem de cegueira e surdez)?; quantos professores consideram que não se importam de abandonar a docência?. Já imaginaram o número de professores que teriam de voltar a exercer enfermagem, se fossem cortadas radicalmente as vagas no nosso curso?

Após esta longa dissertação, venho propor-vos uma forma de manifestação, algo semelhante àquela que os recém-licenciados em Medicina fizeram no mês passado, aquando do atraso na publicação das listas de colocação nos hospitais para o internato geral. Recordo-vos que estes médicos ofereceram os seus serviços gratuitamente nos hospitais.
Sabemos todos que há colegas a realizar estágios profissionais não remunerados. Respeito a decisão de cada um, todavia, é preferível fazer voluntariado em prol de organizações sem fins lucrativos, do que ser escravo desses exploradores.
Durante séculos da nossa história, fomos um povo esclavagista. Hoje em dia, deixamo-nos escravizar! É por haver sempre alguém que se deixa escravizar, que nunca mais deixaremos de ser escravizados. Após tantos anos de estudo, não acham que merecemos algo em troca? Todos estes anos da nossa existência, fomos vítimas do proxenetismo dos nossos governantes. Continuaremos a sê-lo, mas está na altura de sermos recompensados! A forma de manifestação que proponho seria a oferta simbólica dos nossos serviços a custo zero.
A ideia seria cada um de nós (desempregado, à procura de 1º emprego, estudante de enfermagem, enfermeiro a trabalhar, alguém solidário com esta causa), preencher uma folha (poder-se-ia esboçar um padrão), disponibilizando-se a trabalhar gratuitamente. As pessoas solidárias solicitariam a aceitação de um enfermeiro numa instituição de saúde.
As instituições para onde se mandariam estes «CVs» de uma página seriam os hospitais públicos e EPEs e a sub-região de saúde de cada distrito. Evidentemente, o ministro da saúde e até o primeiro-ministro seriam presenteados com os CVs. Espero que a cor política não influencie a vossa decisão de não participar, senão eu mesma não me teria dado ao trabalho de estar com estas ideias. O que aqui se debate nada tem a ver com política, mas sim com a defesa de algo que nos é absolutamente necessário até quase ao fim das nossas vidas (infelizmente, alguns de nós nem à reforma deverão chegar) – o EMPREGO -, porque o Euromilhões não sai a toda a gente e nem todos se podem dar ao luxo de não trabalhar.
Outra forma de protesto, mais visível mas que exigiria uma maior união entre todos e uma adesão em massa (o que julgo que não nos ficaria nada mal), seria apresentarmo-nos às direcções dos hospitais e sub-regiões de saúde e mesmo ao ministério da saúde, em Lisboa, fardados, oferecendo os nossos serviços. Demonstraria que estamos preparados e dispostos a trabalhar imediatamente. Ora, a aceitação dos nossos serviços, seria a prova peremptória e irrefutável de que SIM, há falta de enfermeiros. Por outro lado, a recusa seria a tentativa de camuflar uma situação de escassez evidente e o reconhecimento de que as nossas autoridades em nada se preocupam com os utentes do Serviço Nacional de Saúde, utentes esses que somos todos nós.


Emigrar é a hipótese que, actualmente, colocamos em cima da mesa, porque, felizmente, há países que desesperam por acolher enfermeiros. Tomei conhecimento de que a OE anda a divulgar umas afirmações, declarando que os enfermeiros têm de ficar a trabalhar em Portugal, no mínimo, 6 meses. Esta é a melhor anedota da nossa Ordem! Não temos trabalho e ainda exigem-nos que trabalhemos 6 meses! Além disso, está a travar a homologação de certificados exigida pelas autoridades americanas, ao que parece, por incompreensão da língua inglesa. Sra. bastonária, o que não faltam são licenciados nas áreas das línguas, muitos deles, também, no desemprego. É caso para dizer shame on you! A OE escusa de se preocupar, pois nem todos aqueles que emigram pretendem cancelar a sua inscrição e de deixar de pagar os 7,49€ mensais! Se o país que, na Europa, só serve de cauda não vos dá nada, é porque vós também não tereis de lhe dar nada!


Espero ter-vos sensibilizado minimamente para a problemática que atravessamos e que tenderá a agravar-se no futuro. Exprimam as vossas opiniões, as vossas sugestões…É necessário o contributo de TODOS para que possamos mostrar o nosso inconformismo!
Não cruzem os braços, como temos feito até aqui. Chegou a hora de dizer BASTA! e de AGIR! Chegou a hora de deixarmos de ser comodistas e de recearmos represálias. Ninguém será preso por oferecer o seu trabalho gratuitamente! Não iríamos ficar afónicos de tanto gritar, não iríamos insultar ninguém, não seríamos violentos, não nos amarraríamos a portas, não nos barricaríamos em lado nenhum, não ameaçaríamos ninguém… Faríamos, meramente, aquilo que há meses e meses temos feito: mostraríamos que queremos e merecemos trabalhar! Ou então, um dia destes temos que ir pedir esmola na Assembleia da República.

Conto convosco!
Cumprimentos.

Laura Santos
enf.unidos@sapo.pt

publicado por enfermeirosunidos às 03:27
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42 comentários:
De enfermeirosunidos a 13 de Fevereiro de 2007 às 04:05
Efectivamente continuam-se a formar, desmesuradamente, enfermeiros... e para quê? para andarem a mendigar uma oportunidade de trabalho??? é vergonhosa a situação em que nos encontramos... concordo que deveríamos fazer uma manifestação em frente ao ministério da saúde e uma outra em frente à sede da nossa Ordem e fardadinhos como manda a tradição - ate a poderíamos baptizar de "manifestação branca", apelando à paz e ao civismo mas demonstrando claramente o nosso descontentamento e disponibilidade em iniciar funções... porque se afirmam existir carência de enfermeiros então cá estamos nós!
não adianta de nada continuarmos a 'desabafar' uns com os outros, se nada fizermos com visibilidade! temos k nos mostrar! por exempo, qdo me inscrevi no centro de emprego da minha área de residência era a única enfermeira desempregada inscrita! (isto há cerca de 4/5 meses atrás)Então e todos os outros? mais uma vez digo e repito: temos que nos tornar visíveis e audíveis!
cumprimentos a todos os colegas, apelando a k se faça união para que possamos seguir em frente!


De enfermeirosunidos a 13 de Fevereiro de 2007 às 04:06
Joana, fico satisfeita por saber que alguém também quer demonstrar o seu inconformismo. Já recebi apoios do género «sim, há que começar por aí» ou «escreveste muito bem», porém, és a 2a pessoa que manifestou decidida vontade em marchar até ao Ministério da Saúde. Creio que as minhas previsões mais pessimistas vão concretizar-se: as pessoas vão deixar-se dominar pelo medo (não sei bem de quê!). Deixo o meu contacto. Sou do Porto, mas serás a 1a pessoa a quem darei guarida quando formos a Lisboa (porque iremos), pois tb tenho lá casa. Participo noutros blogs e denota-se uma certa vontade em correr com a nossa bastonária que, para mim, não passa de uma totó. Há uns tempos, li uma notícia no BBC News que dava conta da extinção, por parte da Universidade de Plymouth, de 100 vagas no curso de enfermagem por ano. A Universidade tomou esta decisão, logo após o anúncio, do governo britânico, de que seriam removidos das listas de profissionais de saúde em falta, as categorias correspondentes aos enfermeiros recém-formados. Isto, para impedir situações de excedentes e, por conseguinte, de desemprego. É de lamentar que as nossas autoridades (Ministérios da Saúde, do Ensino Superior, Ordem dos Enfermeiros, Presidentes dos Conselhos Directivos das Escolas de Enfermagem...) sejam tão incompetentes, tão cegas, tão surdas, tão insensatas, tão irresponsáveis... Não são eles que se lixam, não é verdade? Foi como eu disse: quando se tem um tacho, há que fazer tudo para o manter quentinho!

Cumprimentos.
Laura Santos


De enfermeirosunidos a 13 de Fevereiro de 2007 às 04:07
olá colega Laura

Pois eu sei como são esses 'elogios' do "tens razão" ou "é isso mesmo" mas dps não as vejo a fazer nada!
Qdo saiu o resultado da classificação do s.joão fikei tão revoltada que escrevi uma carta ao ministro da saúde a expor a minha situação profissional. referi que considero um absurdo contarem como 1º elemento de selecção a experiência profissional pk isso faz com k automaticamente os recém-licenciados fikem excluídos! e o mm se passa em relação aos concursos do diário da república: só servem para kem já trabalha! então e nós?!!!
referi tb a minha inteira disponibilidade em iniciar funções e dado k afirmam existir carência de enfermeiros então eu disponibilizei-me em ir exercer para onde fosse necessário. Obtive respostas de quase todos os Hospitais EPE (pois o ministério acabou por enviar a minha carta p os conselhos de administração dos hospitais EPE), porém, negativas, ora a dizer k não precisavam ora a dizer k se encontrava a decorrer um kk processo de selecção de enfermeiros (k eu nunca vi publicado em nenhum órgão de comunicação social - imprensa escrita) e k eu já não podia concorrer... enfim, k te hei-de dizer mais?
Mas tive colegas k após verem k o processo de selecção dakele hospital (s.joao) não tinha sido o mais correcto, pk por exemplo, não lhes foi considerado o estágio de integração k lá fizeram entre outras coisas, e tivemos outra colega k está lá a trabalhar e k referiu no seu curriculo k tinha formação em CIPE - ora, a formação k ela tinha era a mm k a de todas nós, aliás agora até tenho eu mais formação em CIPE do k ela pk fui tirar o curso da CIPE, enkto k a CIPE dela se referia a um trabalho académico de estágio - dá p rir não dá? ou p chorar... julgas k essas minhas colegas penalizadas fizeram alguma coisa? NADA! aliás elas nem seker sabiam disso, tive k ser eu e uma colega, k kd fomos ver os resultados andamos a ver pormenorizadamenbte os critérios de selecção vs exclusão! elas nem se deram ao trabalho de lá ir verificar isso! olharam p classificação e ficaram a lamentar-se... ora com lamentações não vamos a lado nenhum! é isto k me enfurece percebes? é a apatia, a inércia dakeles k estão na mm situação k nós, e k nada fazem, sabe-se lá porquê... não há-de ser medo, concerteza, pois vivemos numa democracia e enkto cidadãos livres e cumpridores temos o direito/dever de fazer valer os nossos direitos e um deles é o direito ao trabalho!
Tb eu sou do Porto, mais concretamente da Senhora da Hora e tenho todo o gosto em encontrar-me contigo para debatermos ideias conjuntas por forma a dar uma reviravolta a isto e terminar com os tachos dakeles a kem nunca faltou comida sobre a mesa!

Recebi agora pelo correio uma carta da OE a falar de um ciclo de debates k irá ocorrer em cada secção regional - aki vai ser no Magalhães Lemos, a 24 de Março das 9h00 às 12h00, podiamos começar a pensar em ir lá e fazer-lhe ver a nossa posição... temos é k arranjar mais gente k se encontre do nosso lado e keira dar a cara!
Ficas aki com o meu contacto do messenger e se kiseres adicionar-me podes fazê-lo: enf.joanasilva@hotmail.com.

Desculpa a extensão do post mas kd começo a falar nisto até bufo!


De enfermeirosunidos a 13 de Fevereiro de 2007 às 04:08
Caro colega, concordo de todo com as opiniões e ideias demonstradas no teu texto.
É emergente começar a agir contra a política "assasina" do actual governo para a Enfermagem, e contra a inércia e o tachismo da Ordem dos Enfermeiros (principalmente da Srª Bastonária), que só se preocupa em receber os 7,48Euros mensais.
Concordo contigo, temos de AGIR.
Eu estou desempregado e já comecei a agir á algum tempo.
Comecei por não aceitar uma proposta de uma empresa de recursos humanos que forma equipas de Enfermagem para trabalhar num hospital do Porto e que me ofereciam 7,48 á hora, sem direito a férias e sem nenhum subsídio.
Enviei emails para foruns de jornais e outros que consegui encontrar na net, para a Ordem, para os sindicatos, a denunciar a actual situação calamitosa da Enfermagem em Portugal.
Porque ao actual governo só interessam números e percentegens em vez de vidas humanas, inscrevi-me no centro de emprego do Porto, na minha opinião todos o devem fazer e podem faze-lo através do site (www.netemprego.gov.pt), vamos dar-lhes números e percentagens.
Recentemente pedi a suspenção da inscrição na Ordem e devolvi a minha cédula profissional, são menos 7,48 que gasto mensalmente e menos na contabilidade choruda da Ordem, se todos os Enfermeiros desempregados fizessem o mesmo eles iam notar e talvez acordassem, porque desde que terminei o curso a Ordem não me foi útil para absolutamente nada, se um dia conseguir trabalho peço a reativação da mesma e apenas tenho de pagar não chega a 10Euros.
Quanto á tua ideia de irmos a Lisboa oferecer o nosso trabalho gratuitamente, conta comigo, mas temos de ser muitos mesmo, senão ninguém nos liga e o gratuitamente parece que andamos a reboque dos médicos, não achas? Devemos expor a nossa actual situação, porque quase toda a gente pensa qua não há desemprego na Enfermagem.
Quanto aos colegas que estão empregados, para existirem condições dignas de trabalho, evolução na autonomia dos cuidados prestados, revisão das carreiras e actualização das tabelas salariais, só com uma greve por tempo indeterminado, com todos unidos sem medo de arriscar porque é assim que se conquistam direitos e não com greves de 1 ou 2 dias, isso vai de encontro á politica do mealheiro do actual governo que não paga essses dias.
Cumprimentos colega. Esperemos que os nossos colegas também ajam e com emergência, para bem da nossa profissão.
Obrigado


De enfermeirosunidos a 13 de Fevereiro de 2007 às 04:08
OLá colegas!
É bom existir um forum destes pa podermos partilhar o nosso desespero, e espelhar o que realmente se passa com a nossa enfermagem! Também sou das que apoia prefeitamente uma manifestação, mas em grande, o grande problema é haver adesão, porque o nosso povinho português (enfermeiros) tem medo de agir, reclama todos os dias, mas não faz nada para melhorar.
Quanto há inscrição no centro de emprego concordo que toda gente o deva fazer, eu fi-lo logo no fim do curso, e o que me mais me marcou foi a cara da funcionaria, a dizer "enfermeira, sem emprego?impossivel!" e pior ainda foi quando disse "nós quase nunca recebemos anuncios para enfermeiros"...isto é, este centro é feito para quem tem menos qualificações. Inscrevam-se para que os nossos governantes possam verificar os números de enfermeiros sem emprego...
Quanto a exploração em enfermagem, isso exigiria mais de uma página para escrever, pois têm sido inúmeras as situações em que isto se verifica, desde uma clinica a querer um enfermeiro 40h/semana a 390 euros por mês....a pagarem num internamento 500 euros 45h/semana a trabalhar por turnos... ta tudo doido?ou quê?
Mais uma vez apelo, para nos juntarmos, e caminharmos para Lisboa, para uma grande manifestação, pk afinal somos muitos, mas temos que nos mostrar, para k se torne real o nosso número!

Com os melhores cumprimentos

Filipa


De enfermeirosunidos a 13 de Fevereiro de 2007 às 04:09
Colegas, quando expressarem o vosso apoio à causa pela qual queremos lutar, deixem sff um contacto (e-mail, de preferência) para que nos possamos contactar, pois pelo blog é + complicado.
Começo a ver que, aos poucos, as pessoas kerem mostrar o seu descontentamento. Já somos 6, ao todo. Ainda sonho que, num universo de milhares de desempregados, cheguemos às centenas, pelo menos.
A inscrição no Centro de Emprego tb foi logo a minha resposta. Inscrevi-m em Setembro e a funcionária ficou, tal como aconteceu convosco, perplexa. Era a 2a enfermeira que lá m inscrevia (até acho que merecíamos um prémio por isso). O 1º tinha sido um enfermeiro que fora despedido do hospital d S. João há 2 anos.
Qt à selecção dos candidatos para os hospitais, é algo anedótico! O mérito é posto de lado e a cunha é que conta. Infelizmente, o compadrio é a maior doença deste país!
Só vos posso congratular pelas reacções que tomaram! Agora, sugiro-vos que divulguem esta nossa pretensão de fazermos uma visitinha ao ministro, para que ganhemos mais adeptos, mesmo entre alunos de enfermagem, pois, para eles, as coisas ainda serão piores.
Manter-vos-ei informados. Mas, por favor, deixem o vosso contacto.

Cumprimentos a todos
Laura


De enfermeirosunidos a 13 de Fevereiro de 2007 às 04:10
Mais palavras para quê?...
Só posso dizer que têm o meu total apoio.
enf.anasilva@sapo.pt


De enfermeirosunidos a 13 de Fevereiro de 2007 às 04:10
Caros colegas, estou completamente de acordo com tudo o que tem sido descrito e estou convosco para enfrentar esta luta. Lamento é a falta de aderência de muitos colegas desempregados e á procura de 1º emprego não manifestarem o seu descontentamento.
Tenho conhecimento de colegas que têm vergonha de dizer q são enfermeiros pelo facto de estarem desempregados. Estar desempregada não é uma vergonha e o facto de sermos enfermeiros muito menos, pois foi esta a profissão que escolhemos e lutamos para conseguir atingir os nossos objectivos. Ultrapassamos uma batalha mas ainda não vencemos a guerra!! Temos muitos mais objectivos... do que alcançar uma Licenciatura e uma cédula Profissional para colocar na carteira sem utilidade alguma.
Eu soube deste forum há relativamente pouco tempo e logo q consegui entrar não hesitei em manifestar a minha opinião.
Façam o mesmo, "a união faz a força" e tenho a certeza de q poderemos dar a conchecer "em massa" ao Sr. Ministro Correia de Campos o que ele tanto desconhece na área que ministra.

Contem comigo!!

silviamartins82@hotmail.com


De enfermeirosunidos a 13 de Fevereiro de 2007 às 04:11
Finalmente começa a verificar-se alguma união na nossa classe!!!
Tudo o que se tinha a dizer ja foi dito! A tarefa agora é divulgar estas ideias e chamar mais uma vez a atenção dos nosso colegas que não vale a pena ficar em casa com o jornal na mão à espera que as oportunidades caiam do céu!

Temos que lutar pelos nossos direitos!!!!

Temos que dar a conhecer ao país a nossa situação pois as pessoas deconhecem-a por completo!!!

Mais uma vez relembro a imporTãncia da inscrição no IEFP!!!

Estou totalmente solidária convosco, bem ccmo disponível para ajudar no que for necessário!



Aqui fica o meu contacto!

andreiaesedag@hotmail.com
_________________
andreia_guedes


De enfermeirosunidos a 13 de Fevereiro de 2007 às 04:12
Bem, parece mesmo que estão a brincar connosco...

Ja nem digo mais nada...

Mail: andre.simas@hotmail.com


De enfermeirosunidos a 13 de Fevereiro de 2007 às 04:12
ola a todos!

eu nem sei o k dizer perante todas estas mensagens!!! acho k ja foi tudo dito...por isso só me resta deixar meu contacto e sublinhar as opiniões de todos os colegas.

cumprimentos

Sónia (tita.braga@hotmail.com)


De enfermeirosunidos a 13 de Fevereiro de 2007 às 04:12
Vamos dizer BASTA...vamos impedir as sucessivas tentativas de banalização e escravatização tanto por parte do governo como por parte da Ordem. Somos nós que cuidamos dos doentes; somos nós que favorecemos a evolução dos doentes. Vamos nos impor e impor os nossos direitos e as nossas convicções. Vamos lutar por uma enfermagem digna de seu nome e isso só que consegue com luta, profissionalismo e dignidade à profissão...

Um bem Haja a todos que lutam por uma enfermagem melhor...

PASSEM A PALAVRA E IMPONHAM SE. VAMOS LUTAR, TODOS UNIDOS...


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